Perdido em Perguntas #14

iconPRRecebemos algumas perguntas por e-mail, abordando os temas de influência da música e a mediunidade, como saber quais guias nos regem, como saber qual é o grau da sua sensibilidade mediúnica e sobre as colônias espirituais. Acesse as edições anteriores aqui.

Caso você tenha dúvidas e perguntas a serem feitas, lembre-se que podem enviar as mesmas pelo contato ou deixar no comentário desse tópico. Se não quiser se identificar pode deixar como anônimo ou avisar no contato que não quer seu nome divulgado. Todos os comentários são moderados para manter a privacidade de quem pergunta.

Todas as respostas aqui dadas são baseadas na minha experiência pessoal, caso algo lhe desagrade use de seu discernimento. Ninguém quer ser o dono de nenhuma verdade absoluta.

1 – Acho fascinante os guias espirituais da Umbanda, já fui em muitos centros e sinto a energia de algumas entidades, mas são tantos os preconceitos em relação a esse tema. Tenho muito interesse em saber qual o guia que me rege , numa casa espírita de umbanda o batuque depende do ritmo me anima e uma vontade imensa de dançar tomam conta de mim, em outros momentos a música que cantam me deixam com vontade de chorar. – Enviada por Marilucia Oliveira da Silva

As músicas tem tanto efeito energético quanto psicológico, existem vários estudos científicos para comprovar os efeitos da música na psique humana. No terreiro não é diferente, apesar da vibração e do ponto chamarem determinada linha de trabalho e/ou entidades, ela também atua no mental das pessoas, tranquilizando, trazendo paz, trazendo alegria e algumas vezes sensibilizando. Para saber as entidade só há uma forma, desenvolvendo a mediunidade. Mas nem todos tem entidades de trabalho ou são médiuns de trabalho. Leia os textos Todos São Médiuns ou Não? e Você é médium! Precisa desenvolver… para mais informações sobre esse assunto.

2 – Adoro escrever contos espirituais, desenhar e pintar o surreal. Coisas estranhas já aconteceram comigo, como: Já ouvi passos, senti presença se sentar na minha cama. Uma certa vez, pintando uma tela, essa que estava no sentido horizontal mudou de posição sozinha. Uma outra vez, fazia muito tempo que não via uma amiga, comecei a pensar nela com tristeza, fui pesquisar e descobri que ela havia morrido. Gostaria de saber realmente que grau é minha sensibilidade nesses aspectos. – Enviada por Marlene (Sorocaba).

A sensibilidade mediúnica é algo natural de todo ser humano, geralmente em forma de intuição e inspiração. Não são todos que acabam desenvolvendo dons mediúnicos mais ativos como a psicografia, psicofonia e incorporação, além de levar em consideração o fato de não poder desenvolver algo que não possuímos. Para ter certeza da sensibilidade só mesmo dentro de uma casa espiritual ou através de muito autoconhecimento. O problema de trilhar solitariamente esse caminho é que a falta de experiência pode trazer agravos como perturbação espiritual, por isso que sempre recomenda-se procurar um local seguro e confiável para desenvolver a sensibilidade.

3 – No meio Espirita já ouvimos falar sobre diversas Colônias no astral de igual modo ouvimos na Umbanda sobre Aruanda. Existem outras Colônias semelhantes a Aruanda? Podemos dizer que dentro das Colônias existem agrupamentos tais como Caboclo, Preto Velhos, Exus…e que a Colônia em si não tem um plaquinha na porta aqui somos espíritas, aqui somos da Umbanda, Candomblé? Fique a vontade pra resumir ena publicação. – Enviado por Alexandre Abreu

Colônias são agrupamentos de espíritos simpáticos, que acabam vibrando sobre mesmo objetivo ou frequência. Logo podemos considerar colônias todos os agrupamentos de espíritos, positivos ou negativos. Por exemplo: O famoso Vale dos Suicidas é uma colônia no Umbral, onde aglomeram-se pessoas que acabaram por tomar a própria vida e pela frequência mental de culpa e pela forma como retiraram a vida, acabam por se atrair. No Astral é assim: “Semelhante atraí Semelhante”. Nas esferas mais altas da evolução pode ser que não há algum tipo de separação, mas nas mais próximas a nós – e a Aruanda e Nosso Lar são algumas dessas colônias próximas – com certeza há algum tipo de segmentação ainda. Existem diversas colônias espalhadas pelos mais diversos locais, mas não são regiões “físicas” ou “geográficas”. Em Aruanda, por exemplo, estão todos os espíritos que trabalham na linha de Umbanda e que tem essa semelhança. A Jurema ou o Juremá é a habitação dos caboclos e índios, alguns dizem que é uma região dentro da própria Aruanda, que lembra muito as nossas matas nativas. O Filme Amor Além da Vida, com Robin Willians, expressa muito bem a criação de um paraíso próprio através da projeção mental. Apesar de haver certa segmentação, não há segregação, ou seja, não existe exclusão proposital, apenas exclusão vibracional. Na obra Nosso Lar, do espírito André Luiz, através da mediunidade de Chico Xavier, percebemos que o mesmo ficou no Umbral por anos até ser acolhido por espíritos socorristas, que o levaram para a colônia. Mas só houve essa intercessão através da mãe de André Luiz que era um espírito de luz, que pediu pelo seu filho. André Luiz é considerado um suicida inconsciente, logo não poderia ir para as esferas mais altas – como visto na série A Vida No Mundo Espiritual – então podemos considerar Nosso Lar como uma das primeiras esferas da evolução humana. André Luiz não pode ir até onde a sua mãe está, pois sua vibração não permite. Mas sua mãe pode ir até onde André Luiz está. Isso pode ocorrer também entre espíritos que militam no Espiritismo, na Umbanda, Candomblé e etc. Leia um breve artigo sobre Egrégoras.

 

Terapeuta Natural (Naturopata) e futuro Acupunturista, Idealizador do blog Perdido em Pensamentos e pretenso escritor. Geminiano com ascendente em Leão e lua em Touro, acredita que toda forma de estudo é importante. Médium umbandista e eterno questionador, tem interesses em temas como: Espiritualidade, Espiritismo, Umbanda, Magia e Terapias Naturais. É apaixonado pela cidade de São Paulo, onde tudo é possível. Colecionador de livros, principalmente sobre Umbanda (quanto mais antigo melhor).

Douglas Rainho

Terapeuta Natural (Naturopata) e futuro Acupunturista, Idealizador do blog Perdido em Pensamentos e pretenso escritor. Geminiano com ascendente em Leão e lua em Touro, acredita que toda forma de estudo é importante. Médium umbandista e eterno questionador, tem interesses em temas como: Espiritualidade, Espiritismo, Umbanda, Magia e Terapias Naturais. É apaixonado pela cidade de São Paulo, onde tudo é possível. Colecionador de livros, principalmente sobre Umbanda (quanto mais antigo melhor).

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  • Alexandre Abreu

    Ótimos esclarecimentos sobre as questões. Show de bola sobre as colônias.

  • Vera lucia Jabs Diniz

    Tenho dúvidas sobre o Vale dos Suicídas,porque uma pessoa que comete suicídio está com um grave desequilíbrio mental e Deus não seria um pai compassivo, o que me recuso a acreditar. Quanto ao suicídio involuntário,por maus hábitos, é a mesma coisa que castigar uma criança que não sabe o que faz. Tenho certeza que essas explicações estão ultrapassadas, afinal o livro tem mais de 7
    0 anos,de lá para cá muitas doenças mentais foram descobertas, muitos comportamentos compulsivos também, e sabemos que são pessoas doentes!
    Um abraço!

    • Olá Vera, acredito que temos que analisar de forma diferente a situação. O Livro com certeza está ultrapassado, tanto é que as fontes espirituais (nem sempre tão confiáveis) dizem que esse vale dos suicidas nem sequer mais existe. Contudo, se você prestar atenção na resposta perceberá que a grande procura é pelas mentes afins, quem castiga nunca é Deus, mas nossa própria consciência. Podemos sim dizer que “somos crianças” e Deus em sua infinita sapiência não pode nos punir por sermos tão imaturos, porém Ele mesmo não pune, a gente se pune. E não somos crianças que não sabemos o que fazemos, apenas sempre optamos pelo caminho mais fácil. As doenças mentais são claramente resquícios de desequilíbrios de vidas pretéritas, ou melhor dizendo, a manifestação física do mental perturbado e ainda culpado, quando não é uma prova requisitada pelo próprio Espírito reencarnante. Então, não podemos colocar culpa em algo que nós escolhemos ou que nós trazemos. Vou levantar isso em uma próxima edição do Perdido em Perguntas.

      Obrigado,