Yemanjá – Senhora da Vida, Rainha do Mar.

ye8a081[1]“Dia dois de fevereiro,

Dia de festa no Mar.

Eu quero ser o primeiro,

A saudar Yemanjá!”

Dois de Fevereiro – Dorival Caymmi

Yemanjá é o orixá mais popular aqui no Brasil, mesmo quem não é adepto de alguma religião afro-brasileira conhece a Rainha do Mar, e ela já foi exaltada tanto em verso quanto em prosa. Com vários nomes conhecidos, Janaína, Aiucá, Inaê, Mamãe Sereia, entre outros; Seu nome deriva da expressão em Yorubá Yéyé omo ejá, depois passando para Yemonjá e enfim Yemanjá (ou Iemanjá).

Na África ela é filha de Olokun – o verdadeiro Orixá dos Mares – e é saudada como uma orixá de um rio, por um povo denominado Egbá. Pierre Verger nos diz que Yemanjá é a orixá das águas doces e salgadas deste povo e também o nome de um rio encontrado na onde ficava essa nação Yorubá.

No Brasil ela tomou uma nova roupagem, uma nova designação, um novo fator. Sua representação icônica é feita mais com uma mulher de pele clara, cabelos longos e negros, soltando pérolas pelas mãos e com um vestido que lembra muito o mar em si. Ela é cultuada como a provedora da vida, a grande mãe, a regente do campo de força de onde toda a vida surgiu. Os nativo-brasileiros tinham suas próprias mitologias a cerca de deidades do mar, das águas e as sereias. E nesse caldeirão cultural tudo se misturou e deu origem a essa imagem que temos hoje. Então podemos dizer que a única representação singular e original de um Orixá de Umbanda se dá por essa nossa Yemanjá.

Essa deidade é tão popular que tem várias estátuas nas cidades litorâneas, além de duas festas no ano. No Sudeste, no dia 08 de Dezembro como comemoração de Nossa Senhora da Conceição, um de seus sincretismos, e no restante do Brasil – praticamente – no dia 02 de Fevereiro, sincretismo com Nossa Senhora dos Navegantes.

É comum fazer as oferendas para Yemanjá em um barquinho, ofertando espelhos, perfume, sabonetes e flores. Mas vamos pensar de forma mais ecológica, não é necessário nada disto, a oferenda pode ser feita apenas com flores e materiais biodegradáveis. Perfumes, sabonetes, pentes e espelhos não o são, e acabam por poluir o campo de força de nossa amada mãe Orixá. Outra prática comum é pular as sete ondas no final do ano, pedindo sorte e proteção pro ano vindouro.

Em seu caráter mais místico ela rege a gestação das mulheres, a própria fecundidade e criação da vida, mas também é quem faz nascer as ideias, a criatividade e as novidades. Rege as uniões, festas de casamento e comemorações familiares. Seu campo de força é o Mar ou a Beira-Mar.

Sua cor é o Azul-Claro, tanto em fitas, panos e velas; Seu elemento é a água, principalmente a salgada; sua pedra é o Diamante ou a Água-Marinha, seus símbolos são os peixes, as ondas, estrelas do mar e toda representação advinda do Mar.  A sua saudação é Adociaba, Adocy Yá, Adoce Ya ou Odoyá. Recebe nas suas oferendas o famoso manjar branco com calda de ameixa ou pêssego, arroz-doce, melão, rosas e palmas brancas.

Então saudemos hoje e sempre a mãe da vida e de todos os Orixás, manifestadora e sustentadora da energia de geração, criatividade e vida. Odoyá Minha mãe Yemanjá.

Terapeuta Natural (Naturopata) e futuro Acupunturista, Idealizador do blog Perdido em Pensamentos e pretenso escritor. Geminiano com ascendente em Leão e lua em Touro, acredita que toda forma de estudo é importante. Médium umbandista e eterno questionador, tem interesses em temas como: Espiritualidade, Espiritismo, Umbanda, Magia e Terapias Naturais. É apaixonado pela cidade de São Paulo, onde tudo é possível. Colecionador de livros, principalmente sobre Umbanda (quanto mais antigo melhor).

Douglas Rainho

Terapeuta Natural (Naturopata) e futuro Acupunturista, Idealizador do blog Perdido em Pensamentos e pretenso escritor. Geminiano com ascendente em Leão e lua em Touro, acredita que toda forma de estudo é importante. Médium umbandista e eterno questionador, tem interesses em temas como: Espiritualidade, Espiritismo, Umbanda, Magia e Terapias Naturais. É apaixonado pela cidade de São Paulo, onde tudo é possível. Colecionador de livros, principalmente sobre Umbanda (quanto mais antigo melhor).

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