Ler & Pensar: O Livro dos Médiuns

Outro livro que faz parte do pentateuco da codificação espírita, mas que não se mantem atrelado apenas ao Espiritismo e sim a qualquer manifestação ou filosofia que se utilize da mediunidade.

Como diz seu próprio subtítulo: Guia dos médiuns e dos evocadores.

É indispensável, porém algumas pessoas, principalmente no meio umbandista, tem certo preconceito com os livros espíritas. Primeiro temos que deixar esses preconceitos de lado. É fundamental o entendimento dos assuntos propostos nesse maravilhoso guia, e você pode ter certeza, irá ler várias vezes e cada vez entenderá com mais profundidade as lições ali contidas.

Dividido em duas partes: Noções preliminares e Manifestações Espíritas, é um compêndio que irá guiar todo estudante da mediunidade naquilo que ele sempre precisou ou quis saber.

Falará das comunicações, dos tipos de mediunidade, dos médiuns e dos tipos de médiuns, da influência moral do médium nas comunicações, da identidade dos espíritos, das evocações, das contradições, charlatanismos, entre outros.

Como no artigo anterior (Ler & Pensar: O Livro dos Espíritos), recomendamos o discernimento para lembrar que é um livro escrito no século XIX com todos os preconceitos da época, mas por incrível que pareça, seu conteúdo é bem atual. Se você é um médium, um curioso ou acredita que possa ser médium, essa leitura irá te fazer muito bem. Existem traduções para um português mais contemporâneo, eu particularmente gosto da tradução da Editora Petit.

Nota: 5/5

Pontos Positivos: Conteúdo fundamental e assunto atual.
Pontos Negativos: Não se trata de um ponto negativo em si, mas para umbandistas pode ser um pouco complicado por não tratar diretamente sobre incorporação como a conhecemos no terreiro. Até porque não existia Umbanda quando o mesmo foi escrito.

Compre aqui a sua edição do Livro dos Médiuns.

Terapeuta Natural (Naturopata) e futuro Acupunturista, Idealizador do blog Perdido em Pensamentos e pretenso escritor. Geminiano com ascendente em Leão e lua em Touro, acredita que toda forma de estudo é importante. Médium umbandista e eterno questionador, tem interesses em temas como: Espiritualidade, Espiritismo, Umbanda, Magia e Terapias Naturais. É apaixonado pela cidade de São Paulo, onde tudo é possível. Colecionador de livros, principalmente sobre Umbanda (quanto mais antigo melhor).

Douglas Rainho

Terapeuta Natural (Naturopata) e futuro Acupunturista, Idealizador do blog Perdido em Pensamentos e pretenso escritor. Geminiano com ascendente em Leão e lua em Touro, acredita que toda forma de estudo é importante. Médium umbandista e eterno questionador, tem interesses em temas como: Espiritualidade, Espiritismo, Umbanda, Magia e Terapias Naturais. É apaixonado pela cidade de São Paulo, onde tudo é possível. Colecionador de livros, principalmente sobre Umbanda (quanto mais antigo melhor).

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  • Oi boa tarde
    Realmente os umbandistas tem uma certa resistência aos livros “kardecistas” e vice-versa.
    Dentro de um terreiro de umbanda um guia me aconselhou a ler primeiramente a obra de Kardec, passar pelo Chico e por aí em diante aí sim eu teria uma base para entender os livros “umbandistas”

    • Exatamente, a obra de Kardec não é de cunho religioso, você já percebe isso na introdução do Livro dos Espíritos.

      Quanto as obras do Chico, elas são feitas em cima de um pensamento do espiritismo religioso, porém não as desqualificam de forma alguma, só temos que tomar um devido cuidado em interpretar com a visão da Umbanda certas coisas contidas nesses livros, há muito conhecimento nas entrelinhas.

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